segunda-feira, 7 de abril de 2008

ESPETÁCULO II

O outro espetáculo foi Domingo (06/04). Ganhei umas cortesias pra ir ao Le’cirque. A alguns meses atrás fui ao circo de Portugal, depois de anos sem nem saber o que era isso. Tinha ido quando era criança, e como havia ganhado cortesias também (coisas de gerente de marketing...rs), e como o Gabriel, meu sobrinho de 5 anos estava lá em casa, resolvi levá-lo. Ver aquela magia de novo é sempre lindo... os artistas, acrobacias, os palhaços, os animais... no Circo de Portugal vimos chipanzés, leões, tigres, elefantes, cavalos... acho que só. No Le’Cirque, vimos camelos, dromedários, pôneis e girafas. Foi lindo! Quase chorei ao ver as girafas. Chega a ser emocionante. Agradeci a Deus a oportunidade de ver aquilo, e pedi que todos os animais de circo fossem bem cuidados, porque a magia que envolve aquele momento é emocionante... ver as crianças, ver o rostinho do Gabriel no momento em que a girafa pegou a cenoura na mão dele... nossa, dá uma coisa no coração... é mágico mesmo.
Não gosto de pensar na maldade das pessoas, se maltratam os animais de circo... prefiro acreditar que, assim como no axé tem os que buscam confusão e que são minoria, no circo há os que fazem ruindade sim, mas que não é tão comum. Afinal de contas, qual a oportunidade que teríamos de ver aqueles animais??? Entro em conflito com muita coisa, inclusive com o fato de que eles são tirados de seu habitat, e acho que ... preferia que eles estivessem livres, mas não serei hipócrita de negar a maravilha de poder vê-los, tocá-los ali, tão próximos. Ver a cara do Gabriel, e pensar que eu queria ter um filho, pra ter aquele mesmo olhar das mães que observavam seus rebentos admirados pela beleza dos animais e de tudo o que envolve o circo.

Aliás, o que pude perceber é que poucas pessoas de certo poder aquisitivo, eu diria classe A, B, AB.... elas não vão ao circo. O que a gente mais vê (tiro por base as duas últimas idas ao circo, o de Portugal e o Le’Cirque). E, quando veio o cirque du soleil todos os riquinhos se entusiasmaram. Era O ESPETÁCULO, ingressos vendidos um ano antecipado quase, dividido em não-sei-quantas-vezes no cartão, e só se falava nisso. Era devido ao status de ir ao CIRQUE DU SOLEIL, creio eu. Porque, assim como acontece com artistas nacionais, cinema nacional, etc, não valorizamos o que é nosso. O povão ta lá, na arquibancada, pagando 20/30 reais por uma cadeira num circo “popular”, pagando para que os filhos tenham a oportunidade de ver um pouco de magia e encantamento, mas os ditos ricos/”cultos”/sei lá mais o quê... os filhos deles só conhecem os palhaços que vão às suas festaças de aniversário para animar as crianças, e aqueles palhaços que vez por outra aparecem em programas infantis.

Em minha infância, fui a vários circos, parques, festas populares, dancei festa junina todos os anos da minha infância e adolescência, com direito a minhas irmãs e minha mãe indo às festas pra me ver dançar – já com mais de 15 anos!!!, sei quem foi o Bozo, vovó Mafalda, palhaço Pirulito, Piruquinha... Joguei queimada, mamãe-da-rua, pulei maré na frente da casa da minha amiga andréa, que morava duas casas após a minha, andei de bicicleta pelo bairro e pela cidade, fiz piquenique no jardim da escola com a merenda que a gente levava na merendeira... enfim, tive uma infância memorável, que gostaria que meus filhos, se um dia eu tiver, tenham também. Acho que parte da minha alegria vem de uma infância feliz.
Bom, aqui tratei de circo, animais e criação infantil... foi uma suruba de assuntos, mas foram impressões que me impactaram, e quis registrar.
Comentem sobre o que quiserem, como quiserem, ou não comentem. Essa história de blog tem servido muito para meu diálogo comigo mesma, e ler opiniões dos outros sempre facilitam nosso questionamento acerca dos nossos valores.
Bjoka.

ESPETÁCULO I


Da esquerda para a direita: Fá, Alê, Carol e Grási

Sexta (04/04) fui ao Axé Brasil 2008 – 10 Anos. Fomos eu, Alê (axézeira de tudo nesta vida, quase uma Baiana – com acento porque baiano fala acentuado), Carol (emepebezeira de tudo nessa vida, do tipo que desconhece quem seja Durval, Tuca, Saulo ou Peixe... risos... e canta uma ou outra música de axé... muito engraçado!) e Fabiane (sertanejeira que nem eu, mas que vai pronkitoká a homaiada – coisa de afinidade, amiga...rsrsrs). Aliás, as quatro gostam de estilos variados de música e de homens, e isso é muito bom. A gente não vai brigar nunca entre nós! Risos. Mas a comédia foi garantida: chegamos atrasadas, por volta de quase 21h, já haviam tocado TerraSamba e Cheiro de Amor. Fiquei arrasada, porque como eu não tinha conseguido cortesia pra sábado, queria aproveitar tudo o que pudesse na sexta, visto minha dificuldade pra conseguir os abadas de camarote. Claro que eu, uma mulher de extrema elegância e charme jamais iria de povão. Suor de alguém em mim só de homem gostoso e na hora H! Sem contar que nos camarotes, principalmente o da AMBEV é que rolam os homens belos e abonados, como também os garotos de 20 e poucos anos, loucos pelas magníficas mulheres de 30! Claro que é ali que eu tenho que ficar...rs.

Alessandra e eu estávamos em casa, já temos algumas festas do tipo em nossa carreira de purpurinadas. Fá era cabacinha, mas piriguete que é piriguete se adequa a qualquer ambiente rapidamente, afinal de contas beleza e simpatia não faltam à minha amiga. Até coroa iluminada a morena estava exibindo, quase uma miss...rs. Natália Guimarães morreria verde ao se deparar com o charme de Fabiane Aparecida.... kkkkkkkkkkkkkkkkk.... (fala sério!)....rs. E Carol, gente... sem base! Carol, outra cabaço, olhava tudo como um novo mundo, mundo de gente diferente, que não sabe recitar poesias, desconhece pensadores, mas que conhecem o corpo, o remelexo, a sensualidade, e porque não dizer a vulgaridade, a breguice, a piranhagem... tem sim, como tudo na vida tem seus podres, em lugar que toca axé a podridão taí. Se é que podemos chamar isso de podridão, mas de certa forma é um lado ruim da coisa. Ainda que, eu realço com toda a minha experiência de axé, eu nunca tenha presenciado surubão. Amassos sim, e quem me dera eu, debaixo do chuvão que caía, estar com alguém que, como um ímã, se “pregasse” no meu corpo, a chuva caindo e os corpos quentes, como se nada mais existisse, e aqueles milhões de pessoas ao redor não fosse nada... Ainda que eu ame MPB também, estou certa de que nenhum emepebezeiro jamais beijaria como um axézeiro durante um show, e nenhum show de mpb se igualaria a um Axé Brasil. Aquilo é mágico, acredito que todo mundo merece ir e ver qual é. Porque é um mar de gente. Porque é pura alegria. Porque o ar exala sensualidade. Porque são 60 mil pessoas dentro de um estádio vibrando numa mesma sintonia, muitas com o coração pulsando a cada refrão mais apaixonado, outras buscando esquecer o cotidiano no agito daquele momento mágico, outros... burros, que entopem o rabo de cerveja e buscam confusão, mas esses são minoria... Enfim, a sintonia que falo é a alegria de sublimar-se. De se sentir mil coisas porque tem mil pessoas de diferentes idades, diferentes gostos, cores, alturas, desejos... e você pode ser o que quiser ali... afinal de contas, é uma mistura, e você está no meio, disposto a um tanto de coisa, mas na verdade querendo ser a mais gostosa do lugar e pegar um cara bem gato... pronto, falei, e é isso que todas querem. Claro que menos as que vão acompanhada. Essas querem cair no embalo, e como deve ser bom...

Mas a gente, eu e minhas amigas, apesar de pagarmos de “as mais gostosas”, a gente teve a maturidade de saber que nem sempre brilhar significa estarmos penduradas no pescoço de um fofo, pois a gente sabe que se ele não apareceu é porque ele não estava lá, infelizmente. Brilhar pra gente foi rir das manotas da Carol em seu momento axé-conheço-todos-os-vip’s, das minhas piadas e comentários bizarros e críticos, da Alessandra vixe-mainha-natural-da-bahia e da Fá, também conhecendo aquele mundo maravilhoso das Divas. Foi ver que somos fantásticas em qualquer lugar, seja no buteco do zé da esquina, na boate Swingers, na feira comprando verdura, no escritório trabalhando, no pub violão e voz, no samba suor e cerveja, no pop-rock Brasil ou no Axé Brasil, Axé Minas Gerais. Porque elegância é ser você, onde for.

Amigas, foi fantástico. Amei cada momento, amei sair de lá debaixo de chuva e descabelar-me toda atrás de um taxista que se condoesse com nosso estado lastimável, principalmente porque Alê já não era ela...rsrsrs. Espero que tenha sido memorável, porque se faltou nossos fofos, não nos faltou alegria e motivo pra querer sempre mais, seja o ritmo que for, a gente vai. Risos. “Se chamar eu vou/ Ao som que furta cor/ Que furta coração/ Que leva emoção, eu vou, eu vou".

sexta-feira, 4 de abril de 2008

CORAÇÃO VAZIO

"Mas chega. Hoje decidi que estou prestes a assumir meu coração vazio. Não decidi isso movida por uma grande coragem ou por um momento de iluminação. Nada grandioso aconteceu. Apenas sinto que dei um pequeno, quase imperceptível, passo para uma vida mais madura. Eu simplesmente não suporto mais pintar o céu de cor-de-rosa para achar que vale a pena sair da cama." Tati Bernardi - o não texto
Por várias vezes busquei essa vida mais madura, aceitar que não tenho quem amar agora, e que tenho que lidar com isso. E acredito que AGORA estou levando numa boa, mas constantemente entro em crises quanto a isso. Sou uma mulher apaixonada, altamente passional. Sinto falta de ter um número gravado no meu celular com nome Amor, sinto falta das mensagens, sinto falta daquela dor no coração depois das brigas, e sinto mais falta ainda das reconciliações.
Nunca lidei bem com o tal "eu me amo e isso basta". Me amo sim, acredito até que eu tenha algum problema de auto-estima, mas sou muito vaidosa, adoro os elogios que recebo da homaiada do escritório que trabalho, adoro quando ando na rua e percebo os olhares. Mas cansei da vida de solteira, sinto falta de amor, sinto falta de gostar, sinto falta de paixão. Sinto falta de fazer amor... e não sexo. Sexo é bom, é ótimo, mas fazer amor faz falta. Carinho, cumplicidade.
É mais ou menos aquela história: "Eu não preciso de você nem pra andar nem pra ser feliz, mas como seria bom andar e ser feliz ao seu lado" (TB). Como é bom ter alguém a quem gostar, alguém pra dar e ganhar presentes...
CACETE, EU QUERO UM NAMORADO!!! ONDE VENDE ESSA MERDA??? (Opa, esqueci que não tenho dinheiro pra pagar algo tão raro...rsrsrs)

segunda-feira, 31 de março de 2008

QUEM É ELA??? .... A .....

A amiga do Ticiano, que posta em nosso blog e também no do Ticiano... Que polemiza, mas não fala o nome??

Sabe o que é, A? É que a gente é curiosa pra caramba, e fica todo mundo querendo saber quem é quem, e confesso que nunca fui boa em jogos do tipo "Detetive", ou descobrir quem matou Odete Hoitman e outras façanhas de filmes e novelas, etc...

Acho que faço parte do perfil de mulher que prefere o óbvio. Adoro joguinhos, mas me irrito qual criança pirracenta se eles não tomam o rumo que quero.

Então é por isso que gostaria que vc abrisse seu coração, sua vida e seu nome...rs. Claro, se vc quiser. Se não, a gente vai continuar BEGES de tanta curiosidade...rs

quarta-feira, 26 de março de 2008

HEMORRÓIDA: COISA SINISTRA!

Aposto que ao ler o título veio aquele sorrisinho sinistro no canto da boca que a gente sempre nota no rosto dos sortudos que desconhecem o que é sentir a dor de uma doença hemorroidária. Não, não estou julgando o maldito sorriso. É o mesmo sorrisinho de quem ouve a história de alguém que broxou na hora H. É por desconhecer a dor da tal hemorróida ou o drama da impotência sexual que a gente ri... afinal de contas, é um problema "das partes baixas"... Literalmente um "cú" de doença e um "cacete" de problema. Risos... Tá vendo, olha o risinho aí!
Bom, eu sou mulher, não sei o que é broxar. Já fingi orgasmo, mas que jogue a primeira pedra aquela que nunca fingiu. Mas imagino o que é o cara "falhar"... até o próprio nome que damos ao problema já é preconceituoso. Mas, foda-se o broxa, não vim aqui pra falar deles. (aliás, rezo todos os dias para que fiquem longe de mim!!! rsrsrs).
Vim aqui pra relatar da HEMORRÓIDA. Puta que pariu, ninguém merece isso! Como sofri, meu Deus... Comecei a ter a maldita crise aos 16 anos. Aqui em casa, uma casa de 7 filhAs, é mais ou menos assim: mãe teve e operou. Pai teve e operou. Minha irmã mais velha teve e operou... duas vezes! Todas as outras tem, mas em grau menos complicado, que ainda dá pra segurar a onda. Já eu... a minha era gigante. E tinha a tal fissura anal, que é um corte, no meu caso localizado na parte inferior do ânus. Esse corte ficava constantemente aberto, e toda vez que eu ia evacuar, sangrava, e doía pra caralho! E ainda tinha engraçadinho que vinha me fazer proposta indescente... fala sério. Hoje, depois do que passei com a cirurgia, sou capaz de quebrar todos os dentes de quem tocar nesse assunto comigo. Já catei um soco inglês que pai andava com ele justamente pra isso. rs....
O PROBLEMA: passei por três médicos (leia-se três digitais em meu... ânus). A opinião dos três foi a mesma: caso cirúrgico. O meu caso já era grau 4, não tinha jeito. O primeiro que fui foi o médico que operou minha mãe qdo ela teve um tumor no reto, o Dr. Diógenes (a aliança desse aí parecia um bambolê... rs... mas tive que ir, afinal de contas, ele conhecia o tuim de mãe e tb o caso de câncer na família) me falou o seguinte: "Olha, minha filha, vou te ser sincero: dói muito o pós-cirúrgico, por isso costumo ser honesto. Só opero de hemorróida o paciente que me implora pra operar. Sinto que informar que isso não vai demorar a acontecer com vc, mas qdo esse dia chegar, é só me procurar". Isso foi em 2003. A coisa foi piorando, e em 2005 procurei a opinião de um outro médico (esse, com dedo menor...), Dr. Gustavo. Disse a mesma coisa, mas me receitou uma pomada que aliviava bastante. DINITRATO DE ISOSSORBIDA 1%. Ótima! Principalmente pra quem tem a tal fissura. Isso fez com que eu aguentasse por mais 3 anos. Só que, com os problemas do trabalho, entre outros tipos de estresse (falta de homem, falta de dinheiro, etc...), a coisa ficou feia, e não dei conta: pedi pra sair! ...rs. O médico que operou mãe/pai/irmã, Dr. Tadeu (esse não me dedou não!) me indicou um especialista em Timóteo, Dr. José Adriano. E foi com ele que operei.
CIRURGIA: Vou contar uma coisa: se alguém for operar, eu falo exatamente o que o Dr. Diógenes disse: Só vá se vc não aguentar mais de dor, pq a dor do pós-operatório é tão grande, tão regaçada, que vc precisa acreditar que é a última vez que vc passa por aquilo pra não pensar na morte. Dói pra cacete! Não tem outra palavra pra descrever. A cirurgia não dói nada. A anestesia é a raqui. Eu não dormi, ainda que tenham me dado remédio... O médico, que inicialmente iria me operar só da fissura, ficou boquiaberto com o tamanho da hemorróida. Diz ele que tinham 4 mamilos hemorroidários internos gigantes (quase uma vaca com 4 tetas...rs), e que precisava tirar. Claro, óbvio que era isso que ele tinha que fazer. Nunca vi eu me submeter a uma cirurgia assim, arreganhar toda numa mesa de cirurgia pra tirar um cortesinho... Falei com ele: "Dr., tira tudo o que tiver que tirar, pq não pretendo deitar aqui de novo nunca mais. Inclusive, se por acaso tiver um menino de 9 meses aí na parte da frente, pode mandar ver. Deve ser meu...rs." Claro que ele riu, né...rs. Qdo a anestesia começou a não fazer efeito, chorei de dor, mas era uma dor meio que parecida com as que eu sentia qdo fazia cocô mais sólido, e abria a fissura. Qdo fui pro quarto, não senti dor, mesmo pq tomava remédios e o tal do buscopan na veia. E ainda tem isso: queima pra burro a tal injeção de buscopan. Nú... vontade estraçalhar a enfermeira! Mas alivia na hora também a dor... Bom, papo vai, papo vem... dormi. Qdo acordei, por volta das 22h, eu tava com fome. Caí na bobeira de comer... vomitei tudo. Nada parava no estÔmago por causa da anestesia. Levantei pra tomar um banho, e vomitei mais. Nem água, nada... mas depois dormi, graças a Deus, e acordei só com a enfermeira, pra me aplicar outra injeção.... Isso eram umas 5 da manhã, e qdo deu 6h, liguei pra minha irmã e vim pra casa.
PÓS-CIRÚRGICO: aqui é que é traumático. Operei dia 04/03, às 10h. Dia 05 eu tava em casa, não evacuei e nem senti tanta dor local.... tomei tilex, diclofenaco e buscopan.... Como não estava sentindo dor, liguei pro médico, altamente agradecida, rogando a Deus que protegesse ele. Despedi carinhosamente, afinal de contas, estava eu livre da dor... Dia 06: acordo e me deu vontade de ir ao banheiro. Puta que pariu! Não tem lógica não... dói! Dói absurdamente doído. Eu sentava no trono e abraçava minha mãe, quase desmaiando de dor... e ao terminar aquilo ali, eu ia direto sentar numa bacia de água quente, que era o único lugar que eu sentia menos dor... e por ali ficava por mais ou menos uma hora, chorando copiosamente, alucinada de dor. Qdo a dor diminuía, eu ficava ali, sem pensar em nada.... E por aí foi, quase uma semana direto, 2x por dia, por causa da dieta rica em fibras. Operei numa terça, e só no domingo é que consegui ir ao banheiro sem chorar.
Hoje estou bem melhor. A cicatrização tem sido tranquila. Sem contar que toda a semana tenho que ir lá no médico levar uma dedada. Quando fez uma semana, fui lá pra ele ver... Eu deitei tremendo na maca. Daí, veio ele com um tubinho de xilocaína. Eu perguntei: "Pra quê que é isso?". Ele: "vou precisar fazer um toque pra ver se não deu fibrose". Fiquei sem palavras! Chorei de dor. As próximas não doeram tanto, mas essa primeira eu cheguei a gritar.
Agora vamos ao motivo desse relato: foi tão traumático, chega a ser tão constrangedor, que se a gente não levar na brincadeira, vc fica mau. A gente fica tão frágil com a dor que eu, particularmente, senti a necessidade de contar isso pros meus amigos e pra quem quiser ler. Afinal de contas, não tem pq ter vergonha, me sinto melhor contando isso do que guardando pra mim. Talvez para que tenham pena, tvz para que vejam que sofri, sei lá... Tvz pq eu queira algum tipo de carinho dos que viram que foi terrível... tvz eu queira que morram de rir das besteiras que conto... Tvz porque essa sou eu, uma nova eu com um cú novo. E INTOCÁVEL!
Beijokas!
Grási.

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Casados X Solteiras

Não sei se é só comigo, mas acho que tenho um ímã pra casados. Só atraio essa raça tentadora... E como são atraentes! Aff.... Tem um jeito pra cantar a gente que faz a coluna doer. Acho que é a safadeza. risos... Só não sei da parte de quem. rsrsrs...
Bom, o que bóto (rs) em questão é o seguinte: já que homem é coisa escassa em BH, quiçá no mundo...rs, até quando vamos conseguir evitar o "não-faça-aos-outros-o-que-não-gostaria-que-fizessem-a-você"? Tá cada vez mais difícil fugir deles... Uma vez me disseram (não lembro quem...) que "o que é bom já tem dono", e é verdade. Acho que meu problema é tão grave que não vejo um homem solteiro interessante. Mas também não me envolvo com os casados, porque minha moral não permite. Mas será que não é uma falsa moral? Não me sinto bem quando - bom, confesso: outro dia fiquei com um casado, mas eu comecei a ficar com ele quando ele ainda não era casado, então não me sinto tão culpada...rs. Como estava dizendo, não me sinto bem em saber que uma pessoa está sendo enganada. Acho que mãe incutiu isso em mim... Bom, sei que é foda...rs. É um dilema dos mais complicados, mas... até hoje venho resistindo bravamente. (bóta bravamente nisso, viu...rs).
Bom, então é isso. Quem quiser contar alguma experiência, tamos aí.
Grási.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

As moças da vida

Não sei falar sobre Deus, não o imagino como um velhinho de barba branca com túnica azul-clara. Mas eu sei que existe uma energia que move o mundo e essa energia me permite perceber coisas boas da vida, e essa percepção acolhe minha alma e faz de mim uma pessoa mais feliz e confortada.
Hoje eu fui ao dentista na Avenida Brasil na altura do número 1700, desci do ônibus, na Praça da Liberdade e resolvi passar por dentro pra cortar caminho e porque eu gosto das fontes de lá.
Passei por um canteiro de rosas vermelhas, que pareciam de veludo, tão vermelhas quanto o batom que a Madona usava quando fez um filme nos anos 80. Vermelho sangue, vermelho vida.
O canteiro estava repleto de rosas e eu fiquei maravilhada com a cor, com a beleza e perfeição. Parei, olhei, extasiei. Pronto. Deus existe. E Deus está dentro de mim, é parte de mim, quando eu consigo ver uma rosa e me sentir feliz e agradecida, sei que é a minha parte divina se manifestando.
Saí do dentista, atravessei a Avenida Brasil e entrei em uma padaria. Sentei no balcão e a moça do outro lado, sorriu pra mim, me deu um bom dia caloroso e disse: o que vai querer minha querida? Tem pão-de-queijo fresquinho, quer um? Ou você prefere um pastel que acabou de sair? Pode sentar, fique à vontade.
Calada por uns segundos, olhando pra ela com cara de elevador (aquela cara que fazemos dentro de um elevador cheio de estranhos). Fiquei boba, chocada, como diz uma amiga. Fiquei agradecida por ela existir, por ela sorrir pra mim, por ela me acolher. Fui servida e fiquei observando a moça enquanto comia, ela tratava todos que chegavam ao balcão de uma forma tão carinhosa que emocionei. O meu vizinho de banco foi chamado pelo nome, descobri que ele era freguês antigo e perguntei a ele se a moça-sorriso era sempre assim, ele disse que em muitos anos como freqüentador da padaria, somente um dia a viu cabisbaixa, foi quando a mãe dela faleceu. Meu pão-de-queijo estava delicioso e o café também, mas a comida é reflexo da atenção da moça com os clientes. Delícia é ser tratada com educação e respeito. Não sei o nome dela, não sei onde mora, e nem o que faz. Mas sei que assim como eu, ela tem problemas infinitos, mas quando ela acorda todas as manhãs, ela escolhe sorri pra vida e para os clientes. Ele fez o meu coração vibrar.
Outra moça que conheço que me faz feliz é caixa do Banco Itaú aqui do lado da Minas Print, Raja Gabaglia, altura do número 4000. Quando eu recebo meu salário, tenho opção de pedir pra alguém que está indo ao banco trocar o cheque, trocar o meu também, mas eu prefiro ver a moça, fico na fila esperando ser atendida por ela. Porque ela atende sorrindo, os olhos dela falam, e ela atende a todos com uma educação e amor, que dá vontade de ficar perto dela. Uma vez eu disse a ela que eu gostava de ser atendida por ela, só pra ter o prazer de vê-la sorrir (ela só fica sorrindo), e ela respondeu que a vida não tem sentido se deixarmos ser contaminados pelos problemas, ela me disse que tem problemas, mas eles são mais fáceis de resolver se ela está sorrindo.
Assim como a moça da padaria e a moça do Itaú, existem um monte de moças e moços nessa vida que são luz, e o mundo seria melhor se sorríssemos como eles.
Existem opções em nossas vidas, porque temos o direito de escolha. Abro os olhos todos os dias e posso traçar o meu destino. Sorrir ou chorar? Brigar ou Amar? Agradecer ou brigar? É uma escolha.