A amiga do Ticiano, que posta em nosso blog e também no do Ticiano... Que polemiza, mas não fala o nome??
Sabe o que é, A? É que a gente é curiosa pra caramba, e fica todo mundo querendo saber quem é quem, e confesso que nunca fui boa em jogos do tipo "Detetive", ou descobrir quem matou Odete Hoitman e outras façanhas de filmes e novelas, etc...
Acho que faço parte do perfil de mulher que prefere o óbvio. Adoro joguinhos, mas me irrito qual criança pirracenta se eles não tomam o rumo que quero.
Então é por isso que gostaria que vc abrisse seu coração, sua vida e seu nome...rs. Claro, se vc quiser. Se não, a gente vai continuar BEGES de tanta curiosidade...rs
segunda-feira, 31 de março de 2008
quarta-feira, 26 de março de 2008
HEMORRÓIDA: COISA SINISTRA!
Aposto que ao ler o título veio aquele sorrisinho sinistro no canto da boca que a gente sempre nota no rosto dos sortudos que desconhecem o que é sentir a dor de uma doença hemorroidária. Não, não estou julgando o maldito sorriso. É o mesmo sorrisinho de quem ouve a história de alguém que broxou na hora H. É por desconhecer a dor da tal hemorróida ou o drama da impotência sexual que a gente ri... afinal de contas, é um problema "das partes baixas"... Literalmente um "cú" de doença e um "cacete" de problema. Risos... Tá vendo, olha o risinho aí!
Bom, eu sou mulher, não sei o que é broxar. Já fingi orgasmo, mas que jogue a primeira pedra aquela que nunca fingiu. Mas imagino o que é o cara "falhar"... até o próprio nome que damos ao problema já é preconceituoso. Mas, foda-se o broxa, não vim aqui pra falar deles. (aliás, rezo todos os dias para que fiquem longe de mim!!! rsrsrs).
Vim aqui pra relatar da HEMORRÓIDA. Puta que pariu, ninguém merece isso! Como sofri, meu Deus... Comecei a ter a maldita crise aos 16 anos. Aqui em casa, uma casa de 7 filhAs, é mais ou menos assim: mãe teve e operou. Pai teve e operou. Minha irmã mais velha teve e operou... duas vezes! Todas as outras tem, mas em grau menos complicado, que ainda dá pra segurar a onda. Já eu... a minha era gigante. E tinha a tal fissura anal, que é um corte, no meu caso localizado na parte inferior do ânus. Esse corte ficava constantemente aberto, e toda vez que eu ia evacuar, sangrava, e doía pra caralho! E ainda tinha engraçadinho que vinha me fazer proposta indescente... fala sério. Hoje, depois do que passei com a cirurgia, sou capaz de quebrar todos os dentes de quem tocar nesse assunto comigo. Já catei um soco inglês que pai andava com ele justamente pra isso. rs....
O PROBLEMA: passei por três médicos (leia-se três digitais em meu... ânus). A opinião dos três foi a mesma: caso cirúrgico. O meu caso já era grau 4, não tinha jeito. O primeiro que fui foi o médico que operou minha mãe qdo ela teve um tumor no reto, o Dr. Diógenes (a aliança desse aí parecia um bambolê... rs... mas tive que ir, afinal de contas, ele conhecia o tuim de mãe e tb o caso de câncer na família) me falou o seguinte: "Olha, minha filha, vou te ser sincero: dói muito o pós-cirúrgico, por isso costumo ser honesto. Só opero de hemorróida o paciente que me implora pra operar. Sinto que informar que isso não vai demorar a acontecer com vc, mas qdo esse dia chegar, é só me procurar". Isso foi em 2003. A coisa foi piorando, e em 2005 procurei a opinião de um outro médico (esse, com dedo menor...), Dr. Gustavo. Disse a mesma coisa, mas me receitou uma pomada que aliviava bastante. DINITRATO DE ISOSSORBIDA 1%. Ótima! Principalmente pra quem tem a tal fissura. Isso fez com que eu aguentasse por mais 3 anos. Só que, com os problemas do trabalho, entre outros tipos de estresse (falta de homem, falta de dinheiro, etc...), a coisa ficou feia, e não dei conta: pedi pra sair! ...rs. O médico que operou mãe/pai/irmã, Dr. Tadeu (esse não me dedou não!) me indicou um especialista em Timóteo, Dr. José Adriano. E foi com ele que operei.
CIRURGIA: Vou contar uma coisa: se alguém for operar, eu falo exatamente o que o Dr. Diógenes disse: Só vá se vc não aguentar mais de dor, pq a dor do pós-operatório é tão grande, tão regaçada, que vc precisa acreditar que é a última vez que vc passa por aquilo pra não pensar na morte. Dói pra cacete! Não tem outra palavra pra descrever. A cirurgia não dói nada. A anestesia é a raqui. Eu não dormi, ainda que tenham me dado remédio... O médico, que inicialmente iria me operar só da fissura, ficou boquiaberto com o tamanho da hemorróida. Diz ele que tinham 4 mamilos hemorroidários internos gigantes (quase uma vaca com 4 tetas...rs), e que precisava tirar. Claro, óbvio que era isso que ele tinha que fazer. Nunca vi eu me submeter a uma cirurgia assim, arreganhar toda numa mesa de cirurgia pra tirar um cortesinho... Falei com ele: "Dr., tira tudo o que tiver que tirar, pq não pretendo deitar aqui de novo nunca mais. Inclusive, se por acaso tiver um menino de 9 meses aí na parte da frente, pode mandar ver. Deve ser meu...rs." Claro que ele riu, né...rs. Qdo a anestesia começou a não fazer efeito, chorei de dor, mas era uma dor meio que parecida com as que eu sentia qdo fazia cocô mais sólido, e abria a fissura. Qdo fui pro quarto, não senti dor, mesmo pq tomava remédios e o tal do buscopan na veia. E ainda tem isso: queima pra burro a tal injeção de buscopan. Nú... vontade estraçalhar a enfermeira! Mas alivia na hora também a dor... Bom, papo vai, papo vem... dormi. Qdo acordei, por volta das 22h, eu tava com fome. Caí na bobeira de comer... vomitei tudo. Nada parava no estÔmago por causa da anestesia. Levantei pra tomar um banho, e vomitei mais. Nem água, nada... mas depois dormi, graças a Deus, e acordei só com a enfermeira, pra me aplicar outra injeção.... Isso eram umas 5 da manhã, e qdo deu 6h, liguei pra minha irmã e vim pra casa.
PÓS-CIRÚRGICO: aqui é que é traumático. Operei dia 04/03, às 10h. Dia 05 eu tava em casa, não evacuei e nem senti tanta dor local.... tomei tilex, diclofenaco e buscopan.... Como não estava sentindo dor, liguei pro médico, altamente agradecida, rogando a Deus que protegesse ele. Despedi carinhosamente, afinal de contas, estava eu livre da dor... Dia 06: acordo e me deu vontade de ir ao banheiro. Puta que pariu! Não tem lógica não... dói! Dói absurdamente doído. Eu sentava no trono e abraçava minha mãe, quase desmaiando de dor... e ao terminar aquilo ali, eu ia direto sentar numa bacia de água quente, que era o único lugar que eu sentia menos dor... e por ali ficava por mais ou menos uma hora, chorando copiosamente, alucinada de dor. Qdo a dor diminuía, eu ficava ali, sem pensar em nada.... E por aí foi, quase uma semana direto, 2x por dia, por causa da dieta rica em fibras. Operei numa terça, e só no domingo é que consegui ir ao banheiro sem chorar.
Hoje estou bem melhor. A cicatrização tem sido tranquila. Sem contar que toda a semana tenho que ir lá no médico levar uma dedada. Quando fez uma semana, fui lá pra ele ver... Eu deitei tremendo na maca. Daí, veio ele com um tubinho de xilocaína. Eu perguntei: "Pra quê que é isso?". Ele: "vou precisar fazer um toque pra ver se não deu fibrose". Fiquei sem palavras! Chorei de dor. As próximas não doeram tanto, mas essa primeira eu cheguei a gritar.
Agora vamos ao motivo desse relato: foi tão traumático, chega a ser tão constrangedor, que se a gente não levar na brincadeira, vc fica mau. A gente fica tão frágil com a dor que eu, particularmente, senti a necessidade de contar isso pros meus amigos e pra quem quiser ler. Afinal de contas, não tem pq ter vergonha, me sinto melhor contando isso do que guardando pra mim. Talvez para que tenham pena, tvz para que vejam que sofri, sei lá... Tvz pq eu queira algum tipo de carinho dos que viram que foi terrível... tvz eu queira que morram de rir das besteiras que conto... Tvz porque essa sou eu, uma nova eu com um cú novo. E INTOCÁVEL!
Beijokas!
Grási.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Casados X Solteiras
Não sei se é só comigo, mas acho que tenho um ímã pra casados. Só atraio essa raça tentadora... E como são atraentes! Aff.... Tem um jeito pra cantar a gente que faz a coluna doer. Acho que é a safadeza. risos... Só não sei da parte de quem. rsrsrs...
Bom, o que bóto (rs) em questão é o seguinte: já que homem é coisa escassa em BH, quiçá no mundo...rs, até quando vamos conseguir evitar o "não-faça-aos-outros-o-que-não-gostaria-que-fizessem-a-você"? Tá cada vez mais difícil fugir deles... Uma vez me disseram (não lembro quem...) que "o que é bom já tem dono", e é verdade. Acho que meu problema é tão grave que não vejo um homem solteiro interessante. Mas também não me envolvo com os casados, porque minha moral não permite. Mas será que não é uma falsa moral? Não me sinto bem quando - bom, confesso: outro dia fiquei com um casado, mas eu comecei a ficar com ele quando ele ainda não era casado, então não me sinto tão culpada...rs. Como estava dizendo, não me sinto bem em saber que uma pessoa está sendo enganada. Acho que mãe incutiu isso em mim... Bom, sei que é foda...rs. É um dilema dos mais complicados, mas... até hoje venho resistindo bravamente. (bóta bravamente nisso, viu...rs).
Bom, então é isso. Quem quiser contar alguma experiência, tamos aí.
Grási.
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
As moças da vida
Não sei falar sobre Deus, não o imagino como um velhinho de barba branca com túnica azul-clara. Mas eu sei que existe uma energia que move o mundo e essa energia me permite perceber coisas boas da vida, e essa percepção acolhe minha alma e faz de mim uma pessoa mais feliz e confortada.
Hoje eu fui ao dentista na Avenida Brasil na altura do número 1700, desci do ônibus, na Praça da Liberdade e resolvi passar por dentro pra cortar caminho e porque eu gosto das fontes de lá.
Passei por um canteiro de rosas vermelhas, que pareciam de veludo, tão vermelhas quanto o batom que a Madona usava quando fez um filme nos anos 80. Vermelho sangue, vermelho vida.
O canteiro estava repleto de rosas e eu fiquei maravilhada com a cor, com a beleza e perfeição. Parei, olhei, extasiei. Pronto. Deus existe. E Deus está dentro de mim, é parte de mim, quando eu consigo ver uma rosa e me sentir feliz e agradecida, sei que é a minha parte divina se manifestando.
Saí do dentista, atravessei a Avenida Brasil e entrei em uma padaria. Sentei no balcão e a moça do outro lado, sorriu pra mim, me deu um bom dia caloroso e disse: o que vai querer minha querida? Tem pão-de-queijo fresquinho, quer um? Ou você prefere um pastel que acabou de sair? Pode sentar, fique à vontade.
Calada por uns segundos, olhando pra ela com cara de elevador (aquela cara que fazemos dentro de um elevador cheio de estranhos). Fiquei boba, chocada, como diz uma amiga. Fiquei agradecida por ela existir, por ela sorrir pra mim, por ela me acolher. Fui servida e fiquei observando a moça enquanto comia, ela tratava todos que chegavam ao balcão de uma forma tão carinhosa que emocionei. O meu vizinho de banco foi chamado pelo nome, descobri que ele era freguês antigo e perguntei a ele se a moça-sorriso era sempre assim, ele disse que em muitos anos como freqüentador da padaria, somente um dia a viu cabisbaixa, foi quando a mãe dela faleceu. Meu pão-de-queijo estava delicioso e o café também, mas a comida é reflexo da atenção da moça com os clientes. Delícia é ser tratada com educação e respeito. Não sei o nome dela, não sei onde mora, e nem o que faz. Mas sei que assim como eu, ela tem problemas infinitos, mas quando ela acorda todas as manhãs, ela escolhe sorri pra vida e para os clientes. Ele fez o meu coração vibrar.
Outra moça que conheço que me faz feliz é caixa do Banco Itaú aqui do lado da Minas Print, Raja Gabaglia, altura do número 4000. Quando eu recebo meu salário, tenho opção de pedir pra alguém que está indo ao banco trocar o cheque, trocar o meu também, mas eu prefiro ver a moça, fico na fila esperando ser atendida por ela. Porque ela atende sorrindo, os olhos dela falam, e ela atende a todos com uma educação e amor, que dá vontade de ficar perto dela. Uma vez eu disse a ela que eu gostava de ser atendida por ela, só pra ter o prazer de vê-la sorrir (ela só fica sorrindo), e ela respondeu que a vida não tem sentido se deixarmos ser contaminados pelos problemas, ela me disse que tem problemas, mas eles são mais fáceis de resolver se ela está sorrindo.
Assim como a moça da padaria e a moça do Itaú, existem um monte de moças e moços nessa vida que são luz, e o mundo seria melhor se sorríssemos como eles.
Existem opções em nossas vidas, porque temos o direito de escolha. Abro os olhos todos os dias e posso traçar o meu destino. Sorrir ou chorar? Brigar ou Amar? Agradecer ou brigar? É uma escolha.
Hoje eu fui ao dentista na Avenida Brasil na altura do número 1700, desci do ônibus, na Praça da Liberdade e resolvi passar por dentro pra cortar caminho e porque eu gosto das fontes de lá.
Passei por um canteiro de rosas vermelhas, que pareciam de veludo, tão vermelhas quanto o batom que a Madona usava quando fez um filme nos anos 80. Vermelho sangue, vermelho vida.
O canteiro estava repleto de rosas e eu fiquei maravilhada com a cor, com a beleza e perfeição. Parei, olhei, extasiei. Pronto. Deus existe. E Deus está dentro de mim, é parte de mim, quando eu consigo ver uma rosa e me sentir feliz e agradecida, sei que é a minha parte divina se manifestando.
Saí do dentista, atravessei a Avenida Brasil e entrei em uma padaria. Sentei no balcão e a moça do outro lado, sorriu pra mim, me deu um bom dia caloroso e disse: o que vai querer minha querida? Tem pão-de-queijo fresquinho, quer um? Ou você prefere um pastel que acabou de sair? Pode sentar, fique à vontade.
Calada por uns segundos, olhando pra ela com cara de elevador (aquela cara que fazemos dentro de um elevador cheio de estranhos). Fiquei boba, chocada, como diz uma amiga. Fiquei agradecida por ela existir, por ela sorrir pra mim, por ela me acolher. Fui servida e fiquei observando a moça enquanto comia, ela tratava todos que chegavam ao balcão de uma forma tão carinhosa que emocionei. O meu vizinho de banco foi chamado pelo nome, descobri que ele era freguês antigo e perguntei a ele se a moça-sorriso era sempre assim, ele disse que em muitos anos como freqüentador da padaria, somente um dia a viu cabisbaixa, foi quando a mãe dela faleceu. Meu pão-de-queijo estava delicioso e o café também, mas a comida é reflexo da atenção da moça com os clientes. Delícia é ser tratada com educação e respeito. Não sei o nome dela, não sei onde mora, e nem o que faz. Mas sei que assim como eu, ela tem problemas infinitos, mas quando ela acorda todas as manhãs, ela escolhe sorri pra vida e para os clientes. Ele fez o meu coração vibrar.
Outra moça que conheço que me faz feliz é caixa do Banco Itaú aqui do lado da Minas Print, Raja Gabaglia, altura do número 4000. Quando eu recebo meu salário, tenho opção de pedir pra alguém que está indo ao banco trocar o cheque, trocar o meu também, mas eu prefiro ver a moça, fico na fila esperando ser atendida por ela. Porque ela atende sorrindo, os olhos dela falam, e ela atende a todos com uma educação e amor, que dá vontade de ficar perto dela. Uma vez eu disse a ela que eu gostava de ser atendida por ela, só pra ter o prazer de vê-la sorrir (ela só fica sorrindo), e ela respondeu que a vida não tem sentido se deixarmos ser contaminados pelos problemas, ela me disse que tem problemas, mas eles são mais fáceis de resolver se ela está sorrindo.
Assim como a moça da padaria e a moça do Itaú, existem um monte de moças e moços nessa vida que são luz, e o mundo seria melhor se sorríssemos como eles.
Existem opções em nossas vidas, porque temos o direito de escolha. Abro os olhos todos os dias e posso traçar o meu destino. Sorrir ou chorar? Brigar ou Amar? Agradecer ou brigar? É uma escolha.
quinta-feira, 31 de janeiro de 2008
Eu, fico pensando...
Ontem, voltando pra casa, de carona com a Aline, começa a tocar no rádio a música "Caso sério". A Rita Lee canta, mas creio que a música seja do ex-marido da Elis, esqueci o nome dele. Camargo Mariano eu acho.
Me veio em mente uma cena que vivi aos 8 anos de idade, eu morava em Timóteo, era sábado. Mamãe saiu pra fazer sei-lá-o-que e eu estava brincando na rua, ela chegou e me chamou dizendo que havia comprado um presente pra mim. E vi que era um disco de vinil, nessa época não existia CD. Abri o presente, imaginando ser algo do tipo "Saltimbancos II" e me deparei com um disco da Rita Lee. Eu, Carol, 8 anos, acabava de ganhar um disco da Rita Lee, e só tinha música boa.
Eu me senti tão importante, tão feliz, tão dona de mim... Como foi bom relembrar esse dia.
Algumas lembranças me fazem ficar feliz de novo, não como no dia, mas é um refresco pra alma.
Minha mãe era muito legal, muito maravilhosa e muito alegre.
Se tenho traumas? Claro! Mas um dia posto sobre isso, ou não. Por hoje só queria dizer que minha mãe me deu um dico da Rita Lee quando eu tinha 8 anos de idade e a Marilaine (amiguinha, ou não), ficou morrendo de inveja. hahaha.
Eu amo minha mãe. E ela faz falta.
E vocês? Lembram de algum momento na infância que ainda hoje trás um sorriso?
Me conta.
Beijos e muita paz,
Carol
Me veio em mente uma cena que vivi aos 8 anos de idade, eu morava em Timóteo, era sábado. Mamãe saiu pra fazer sei-lá-o-que e eu estava brincando na rua, ela chegou e me chamou dizendo que havia comprado um presente pra mim. E vi que era um disco de vinil, nessa época não existia CD. Abri o presente, imaginando ser algo do tipo "Saltimbancos II" e me deparei com um disco da Rita Lee. Eu, Carol, 8 anos, acabava de ganhar um disco da Rita Lee, e só tinha música boa.
Eu me senti tão importante, tão feliz, tão dona de mim... Como foi bom relembrar esse dia.
Algumas lembranças me fazem ficar feliz de novo, não como no dia, mas é um refresco pra alma.
Minha mãe era muito legal, muito maravilhosa e muito alegre.
Se tenho traumas? Claro! Mas um dia posto sobre isso, ou não. Por hoje só queria dizer que minha mãe me deu um dico da Rita Lee quando eu tinha 8 anos de idade e a Marilaine (amiguinha, ou não), ficou morrendo de inveja. hahaha.
Eu amo minha mãe. E ela faz falta.
E vocês? Lembram de algum momento na infância que ainda hoje trás um sorriso?
Me conta.
Beijos e muita paz,
Carol
sexta-feira, 25 de janeiro de 2008
No escurinho do cinema
Grási postando...
Ontem eu fui ao cinema. Fui assistir P.S. Eu te Amo, que Ticiano, Carol e Aline já tinham assistido e elogiado muito. Falaram que era bonito de chorar, e como eu adoro filmes que me façam chorar, eu fui.Na verdade eu não chorei. Meus olhos ficaram cheios de água por 3 ou 4 vezes, mas não cheguei a chorar. Uma única lágrima escorreu nos meus olhos, qdo ela descobre que era a carrancuda da mãe que enviava as cartas do Gerry (depois comento sobre o Gerry... aff!). No mais, eu ri foi mto, pq o tempo todo as amigas ficavam falando de coisas que a gente passa, seja aqui em Belo Horizonte, seja lá em Manhattan, com o povo do Sex and the City, ou lá onde as três amigas do filme moravam. A amiga loira dela era a melhor: ela chegava nos caras e perguntava:
- Vc é casado?
- Não.
- Vc é gay?
- Não.
Aí ela começava a se interessar...
- Trabalha?
- Sim.
Aí ela beijava.... pra ver se o beijo era bom. De uns 4 ou 5 que ela fez isso, o último foi que bateu tudo, aí ela marcou casamento... eu ri demais!
Ou seja... tá certo que contei partes do filme, mas tem muito mais. Só o Gerry e o Willian são dois excelentes motivos pra ver o filme. São dois típicos homens que tem tudo a ver com quase todo o tipo de mulher. Lindos de morrer!!!
Acabei falando demais do filme, e não falei do motivo que comecei a escrever...
NO ESCURINHO DO CINEMA. CINEMA... tudo a ver com casal, mas o que mais a gente viu foi duas amigas (eu acho que eram amigas, pelo menos...rs), ou mais de duas amigas assistindo o filme. Claro que eu olhei isso, pq eu estava com uma amiga... kkkkkkkkkkkkkk... uai, tava, o que que eu posso fazer? Ela chama Lidiany, é da minha turma de faculdade. Solteira e problemática como eu. A gente riu muito, mas mto mesmo, do filme. Lidiany chorou por várias vezes, eu ouvi ela fungando. Mas o que eu refleti foi sobre como falta homem em Belo Horizonte. Como a situação tá difícil pra toda mulher...! Tinham pouquíssimos casais na sala de cinema. E cheguei a pensar numa situação mais trágica, quase preconceituosa, pelo fato de estar acompanhada com uma amiga: pensei... "E se eu chego nessa sala de cinema, e ao adentrá-la, dou de cara com um ex meu, acompanhado da atual? EU MORRO!!!".... Já pensou nisso? Tenho sorte pq nunca encontrei um ex meu na balada, ou em qq lugar... Mas assumo que seria uma situação que me deixaria péssima.
Sem contar que o fato de estar sempre sozinha chega a ser desagradável. Ontem, chegando o shopping, trombei com um casal de amigos. Aí falei que tava indo pro cinema com a Lidy, porque quinta era dia de futebol, e o fofo não iria deixar de jogar bola pra ir ao cinema comigo. Ainda que realmente tenha alguém, e que esse alguém realmente tenha dito isso, esse alguém não passa de um beijo na boca, e mais nada. Não significa que ele seja alguém que faria qq coisa comigo, porque é só um peguete-da-vez. Tô cansada de aparecer em festas desacompanhada, tô cansada dos meus amigos me verem desacompanhada. Tava conversando isso com a Alessandra. A gente acaba ficando rotulada, e virando piada dos outros. Não tem como não ficar incomodada. Suas amigas estão casadas/casando, umas já tem filhos... te convidam pras festinhas de aniversário das crianças, e vc chega solteira, qdo todo mundo na mesa tá falando do casamento de fulana, do namoro ou do noivado da outra... ah, pára.
Tô ficando crazy. Preciso casar também. Quero um namorado. Não porque preciso, não porque todo mundo tem... mas quero porque quero sentir tudo o que ter um namorado faz a gente sentir. Quero me apaixonar, quero rir a toa. Quero intensidade de sentimentos. Não é futilidade, nem é senso comum... é só vontade, saudade... desejo.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Menstruação, a Sangria Inútil. (Título do livro do ginecologista Elsimar Coutinho)

Menstruar ou não deve ser encarado como uma questão de opção da mulher.
"Há cem anos, as mulheres se casavam cedo, emendavam uma gravidez atrás da outra e, quando não estavam grávidas, estavam amamentando. A falta de menstruação nunca fez mal a ninguém", rebate Luis Bahamondes, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.
A menstruação não só livra a mulher de um incômodo mensal como é o melhor tratamento contra anemia, endometriose (inflamação do revestimento interno do útero), mioma (tumor benigno do útero), cólica e tensão pré-menstrual.
Alguns médicos acreditam que, o sangramento regular pode indicar, por exemplo, problemas nas glândulas tireóide e supra-renal. E ao interromper a menstruação, a harmonia desse ciclo ficaria comprometida, interferindo até no nosso temperamento. Bom, esses médicos não sabem o que é ter cólicas, TPM, e sangue jorrando...Porque eles não são mulher. Estudar nosso corpo é uma coisa, saber o que é a menstruação in loco, é outra.
Têm mulheres que acreditam que menstruar é sinônimo de feminilidade. Tenho raiva quando escuto isso, porque para mim, menstruar é sinônimo de incômodo e raiva desnecessária. Feminilidade é outra coisa, assunto pra outra postagem.
Eu não mênstruo há 04 anos, tomo uma pílula específica pra essa finalidade. Há dois anos dei uma parada no remédio e menstruei, foi lastimável. Bastou um ciclo para que eu voltasse correndo pra minha pílula. E no início desse ano, parei de tomar novamente (santa ignorância) pra ver se estava tudo bem e fazer o exame de papanicolau.
Resultado: Descobri que TPM existe. Há uma semana estou chata, irritada, carente e chorona, e ontem aconteceu o pior. Menstruei. Lembrei de como minha vida é boa sem a sangria, do quanto sou livre e feliz sem absorvente. Hoje me encontro num estado deplorável. Olheiras, inchada, cólica e um absorvente invadindo minha privacidade. Esse estado vai durar uma semana, e voltarei pra minha pílula milagrosa.
Menstruar significa que perdemos pelo menos 15 dias no mês de vida tranqüila. Uma semana de TPM, 03 dias comendo doces desesperadamente, porque não sei se vocês sabem, mas o organismo antes de começar a sangria desnecessária, precisa de açúcar pra se precaver da perda causada pela menstruação, e agora mais uma semana de incomodo. Ah! Pára, né?! Uma mulher moderna, emancipada, dinâmica e arrojada, não deve “mosntruar”. Devemos curtir a vida sem intromissões desnecessárias em nosso corpo. Uma mulher no período menstrual deveria andar com uma fita vermelha no pulso, para que as pessoas saibam que ali se encontra uma pessoa prestes a explodir. Cuidado, altamente explosivo.
Eu não engordo tomando minha pílula.. Eu engordo quando mênstruo, 02 kilos de líquidos retidos e mais 01 kg por causa dos doces ingeridos antes da menstruação.
Nunca mais verei sangue entre minhas pernas novamente. Já basta os tabus que temos que romper, como o não direito ao orgasmo, tabu imposto por nossas gerações passadas, já basta os preconceitos que sofremos, já basta sermos rotuladas como essa é pra casar ou não. E ainda por cima ter que menstruar simplesmente porque esse é nosso papel. Isso, em minha opinião é papel de trouxa. A partir de hoje ao entrevistar alguém pra alguma vaga de emprego vou perguntar: Você é adepta à menstruação, minha querida? Se for, a vaga não será dela. KKKKKKK. TPM, nunca!
Beijocas coloridas e picolés de alegrias.
Carol, 30 anos. A Grási colocou no meu perfil 32. Devia estar mesntruada quando escreveu. rs
"Há cem anos, as mulheres se casavam cedo, emendavam uma gravidez atrás da outra e, quando não estavam grávidas, estavam amamentando. A falta de menstruação nunca fez mal a ninguém", rebate Luis Bahamondes, professor da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp.
A menstruação não só livra a mulher de um incômodo mensal como é o melhor tratamento contra anemia, endometriose (inflamação do revestimento interno do útero), mioma (tumor benigno do útero), cólica e tensão pré-menstrual.
Alguns médicos acreditam que, o sangramento regular pode indicar, por exemplo, problemas nas glândulas tireóide e supra-renal. E ao interromper a menstruação, a harmonia desse ciclo ficaria comprometida, interferindo até no nosso temperamento. Bom, esses médicos não sabem o que é ter cólicas, TPM, e sangue jorrando...Porque eles não são mulher. Estudar nosso corpo é uma coisa, saber o que é a menstruação in loco, é outra.
Têm mulheres que acreditam que menstruar é sinônimo de feminilidade. Tenho raiva quando escuto isso, porque para mim, menstruar é sinônimo de incômodo e raiva desnecessária. Feminilidade é outra coisa, assunto pra outra postagem.
Eu não mênstruo há 04 anos, tomo uma pílula específica pra essa finalidade. Há dois anos dei uma parada no remédio e menstruei, foi lastimável. Bastou um ciclo para que eu voltasse correndo pra minha pílula. E no início desse ano, parei de tomar novamente (santa ignorância) pra ver se estava tudo bem e fazer o exame de papanicolau.
Resultado: Descobri que TPM existe. Há uma semana estou chata, irritada, carente e chorona, e ontem aconteceu o pior. Menstruei. Lembrei de como minha vida é boa sem a sangria, do quanto sou livre e feliz sem absorvente. Hoje me encontro num estado deplorável. Olheiras, inchada, cólica e um absorvente invadindo minha privacidade. Esse estado vai durar uma semana, e voltarei pra minha pílula milagrosa.
Menstruar significa que perdemos pelo menos 15 dias no mês de vida tranqüila. Uma semana de TPM, 03 dias comendo doces desesperadamente, porque não sei se vocês sabem, mas o organismo antes de começar a sangria desnecessária, precisa de açúcar pra se precaver da perda causada pela menstruação, e agora mais uma semana de incomodo. Ah! Pára, né?! Uma mulher moderna, emancipada, dinâmica e arrojada, não deve “mosntruar”. Devemos curtir a vida sem intromissões desnecessárias em nosso corpo. Uma mulher no período menstrual deveria andar com uma fita vermelha no pulso, para que as pessoas saibam que ali se encontra uma pessoa prestes a explodir. Cuidado, altamente explosivo.
Eu não engordo tomando minha pílula.. Eu engordo quando mênstruo, 02 kilos de líquidos retidos e mais 01 kg por causa dos doces ingeridos antes da menstruação.
Nunca mais verei sangue entre minhas pernas novamente. Já basta os tabus que temos que romper, como o não direito ao orgasmo, tabu imposto por nossas gerações passadas, já basta os preconceitos que sofremos, já basta sermos rotuladas como essa é pra casar ou não. E ainda por cima ter que menstruar simplesmente porque esse é nosso papel. Isso, em minha opinião é papel de trouxa. A partir de hoje ao entrevistar alguém pra alguma vaga de emprego vou perguntar: Você é adepta à menstruação, minha querida? Se for, a vaga não será dela. KKKKKKK. TPM, nunca!
Beijocas coloridas e picolés de alegrias.
Carol, 30 anos. A Grási colocou no meu perfil 32. Devia estar mesntruada quando escreveu. rs
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